Annulation du Congrès qui a élu Adalberto Júnior à la présidence de l’UNITA

Luanda - La Cour constitutionnelle a annulé ce jeudi le XIIIe congrès de l'UNITA qui a élu Adalberto Costa Júnior à la présidence du parti.

Un groupe de militants de l'UNITA a demandé de contester le congrès tenu en novembre 2019, alléguant que le processus de candidature qui a permis l'élection de cet homme politique était « truffé de vices ».

Dans l'arrêt n° 700/2021, la Cour constitutionnelle fait droit à la demande des requérants, pour violation de la Constitution et de la loi, ainsi que des statuts  de l'UNITA de 2015, et annule le XIIIe Congrès ordinaire de 2019.

Selon le document auquel l'ANGOP a eu accès jeudi, le Comité permanent de la Commission politique de l'UNITA n'avait aucune légitimité pour prolonger le délai de dépôt des candidatures, car son mandat avait expiré à la date des faits.

Il souligne qu'Adalberto Costa Júnior se serait présenté à la direction de l'UNITA sans renoncer à la nationalité portugaise.

Retour d’Isaias Samakuva à la présidence de l'UNITA

Avec la nullité du XIIIe Congrès ordinaire de 2019, l'UNITA doit "maintenir l'ordre de composition, de compétence, d'organisation et de fonctionnement résultant de la direction centrale élue lors du XIIe Congrès ordinaire de 2015", précise l'arrêt.

La direction centrale de l'UNITA, issue du XIIe Congrès ordinaire, est présidée par Isaias Samakuva.

L'arrêt est signé par sept des 11 juges de la Cour constitutionnelle.

Cependant, la juge Josefa Neto souligne que l'approbation de la candidature d'Adalberto da Costa Júnior, par le comité permanent de l'UNITA, « en plus de ne pas violer le principe de légalité, est pleinement acceptée à la lumière du principe d'autonomie, corollaire de la liberté d'organisation et de fonctionnement des formations politiques».

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/tc-confirma-anulacao-da-eleicao-de-adalberto-costa-junior/

Mis à jour le  :   

9/10/2021

Luanda - O Tribunal Constitucional (TC) anulou esta quinta-feira o XIII congresso da UNITA que elegeu Adalberto Costa Júnior como presidente do partido.

Um grupo de militantes da UNITA pediu a impugnação do congresso realizado em Novembro de 2019, sob alegação de que o processo de candidatura que permitiu a eleição daquele político foi "eivado de vícios".

No acordão n° 700/2021, o TC dá provimento ao pedido dos requerentes, por violação da Constituição e da Lei, assim como os Estatutos da UNITA, de 2015, e sem efeito o XIII Congresso Ordinário, de 2019.

Segundo o documento a que a ANGOP teve acesso hoje, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA não tinha legitimidade para prorrogar o prazo de apresentação de candidaturas, por ter cessado, à data dos factos, o seu mandato.

Sublinha que Adalberto Costa Júnior teria concorrido à liderança da UNITA sem renunciar à nacionalidade portuguesa.

Isaías Samakuva volta à presidência da UNITA

Com a nulidade do XIII Congresso Ordinário, de 2019, a UNITA deve "manter a ordem de composição, competência, organização e funcionamento saída da direcção central eleita no XII Congresso Ordinário, de 2015", refere o acórdão.


A direcção central da UNITA saída no XII Congresso Ordinário tem como presidente Isaías Samakuva.

O acórdão é assinado por sete dos  11 juízes conselheiros do Tribunal Constitucional. A juíza Josefa Neto foi voto vencido.

A juíza destaca na sua declaração de voto que o apuramento da candidatura de Adalberto da Costa Júnior, por parte do comité permanente da UNITA, "além de não materializar qualquer violação ao princípio da legalidade, encontra acolhimento pleno à luz do princípio da autonomia, corolário da liberdade de organização e funcionamento das formações políticas".

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/politica/tc-confirma-anulacao-da-eleicao-de-adalberto-costa-junior/

Atualizado  :   

9/10/2021

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