L'ambassade d’Angola en France commémore la journée de la Paix et de la Réconciliation Nationale

La République d’Angola commémore en 2022, le 20ème anniversaire de la signature du Mémorandum d’Entente Complémentaire au Protocole de Lusaka, aussi connu comme Mémorandum de Luena, paraphé le 30 mars à Luena et signé le 4 avril 2002 à Luanda, mettant fin à 27 ans de guerre civile.

Pour célébrer cette date consacrée à la paix et à la réconciliation nationale, l’Ambassade d’Angola en France a réuni, le vendredi 1er avril, des ressortissants d’Angola en France autour d’une conférence sur l’importance du 4 avril dans le processus de paix et de réconciliation nationale en Angola, orientée par Son Excellence Geraldo Sachipengo NUNDA, Général des armées à la retraite, Ambassadeur d’Angola au Royaume-Uni de Grande-Bretagne et d’Irlande du Nord, et Ambassadeur non-résident en Irlande, l’un des protagonistes du processus de paix en Angola.

Dans son intervention, l’Ambassadeur NUNDA a souligné la nécessité d’étudier et de connaître l’histoire du pays, pour pouvoir identifier les grandes réalisations des ancêtres et des générations précédentes, reconnaître les échecs, définir les meilleures stratégies, suivre les chemins les plus rationnels pour construire un pays auquel tous les angolais se puissent identifier et créer un bien-être partagé par tous, comme ciment de l’identité et de l’unité nationale.

Il a exposé par la suite les raisons qui ont fait que la paix n’ait été possible qu’en 2002, en analysant la séquence des événements essentiels qui ont marqué tout le processus de paix depuis la signature des Accords de Bicesse, au Portugal, le 31 mars 1991, et qui ont modifié l’équilibre des forces entre les deux camps qui s’affrontaient, en créant les conditions nécessaires pour le début des négociations qui ont culminé avec un cessez-le-feu, puis la signature du Mémorandum de Luena.

Parmi les leçons à tirer de la guerre, qu’il a considérée comme la pire tragédie qu’un pays puisse connaître, l’Ambassadeur a rappelé le très haut prix payé qui a mis le pays à genoux : destructions, un nombre effroyable de morts, blessés, déplacés et réfugiés, des très hauts couts sociaux en éducation et santé, désertification rurale et asymétries régionales. 

L’autre leçon indiquée concerne le besoin d’investir dans la défense et la sécurité qui doivent être en adéquation avec les capacités de la nation pour pouvoir réserver une partie conséquente du budget public à l’éducation et à la santé, qui constituent la base d’une défense créative et de haute qualité.

Le Mémorandum de Luena a été une combinaison de l’action diplomatique et de l’action militaire, un compromis, un pacte, obtenue par le dialogue entre les angolais eux-mêmes, qui leurs a permis par la suite de dissoudre les forces militaires qui affrontaient l’armée gouvernementale et d’intégrer ses anciens officiers au sein de l’armée nationale, unie et non-partisane,  assurer l’insertion sociale de ses anciens soldats et les accompagner dans leur installation dans les zones de leurs choix, la transformation de l’ancien mouvement de libération qui conduisait la guerre contre le Gouvernement en parti politique légal avec représentation parlementaire.

Le travail de pacification et de réconciliation mené dès lors, a permis l’instauration d’une paix durable et l’Angola, qui fait aujourd’hui un  cas d’école dans ce domaine, a pu tourner la page de la guerre et se consacrer à sa reconstruction et au développement.

Des donnés du FMI, sur l’évolution du PIB après la fin de la guerre, et des informations de sources diverses sur la production du pétrole et sur l’inflation, ont servi pour illustrer les vertus de paix.

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Mis à jour le  :   

5/4/2022

A República de Angola comemora em 2022 o 20º aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, também conhecido como Memorando do Luena, rubricado a 30 de Março em Luena e assinado a 4 de Abril de 2002 em Luanda, pondo fim a 27 anos de guerra civil.

Para celebrar esta data dedicada à paz e à reconciliação nacional, a Embaixada de Angola em França reuniu, na sexta-feira, 1 de Abril, Nacionais de Angola em França para uma conferência sobre a importância do 4 de Abril no processo de paz e reconciliação nacional em Angola, orientado por Sua Excelência Geraldo Sachipengo Nunda , General aposentado das Forças Armadas, Embaixador de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, e Embaixador Não Residente na Irlanda, um dos protagonistas do processo de paz em Angola.

Na sua intervenção, o Embaixador Nunda salientou a necessidade de estudar e conhecer a história do país, de modo a poder identificar as grandes realizações dos antepassados  e das gerações anteriores, reconhecer falhas, definir as melhores estratégias, seguir os caminhos mais racionais para construir um país com o qual todos os angolanos possam identificar e criar um bem-estar partilhado por todos,  como o cimento da identidade nacional e da unidade.

Prosseguiu, explicando as razões pelas quais a paz só foi possível em 2002, analisando a sequência de acontecimentos-chave que marcaram todo o processo de paz desde a assinatura dos Acordos de Bicesse em Portugal, em 31 de Março de 1991, e que alteraram o equilíbrio de poder entre as duas partes opostas,  criando as condições necessárias para o início das negociações que culminaram num cessar-fogo e na assinatura do Memorando de Luena.

Entre as lições a retirar da guerra, que considerou a pior tragédia que um país pode ter, o Embaixador recordou o preço muito elevado pago que pôs o país de joelhos: destruição, um número terrível de mortes, feridos, deslocados e refugiados, custos sociais muito elevados na educação e saúde, desertificação rural e assimetrias regionais.

A outra lição indica a necessidade de investir na Defesa e na Segurança, que devem estar em consonância com as capacidades da nação para poder reservar uma parte substancial do orçamento público para a Educação e a Saúde, que constituem a base de uma defesa criativa e de elevada qualidade.

O Memorando do Luena foi uma combinação de acção diplomática e acção militar, um compromisso, um pacto, obtido através do diálogo entre os próprios angolanos, o que lhes permitiu dissolver as forças militares que enfrentaram o exército do governo e integrar os seus ex-oficiais no exército nacional, unidos e não-partidários,   assegurar a integração social dos seus antigos soldados e acompanhá-los na sua colocação nas áreas à sua escolha, a transformação do antigo movimento de libertação que levou a guerra contra o Governo num partido político legal com representação parlamentar.

O trabalho de pacificação e reconciliação realizado desde então permitiu estabelecer uma paz duradoura, e Angola, que é hoje um caso de estudo nesta área, conseguiu virar a página da a guerra e dedicar-se à sua reconstrução e desenvolvimento.

Os dados do FMI sobre a evolução do PIB após o fim da guerra, informações de várias fontes sobre a reconstrução nacional e a recuperação económica, foram usados para ilustrar as virtudes da paz.

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Atualizado  :   

5/4/2022

Conseil de lecture

"Poemas de Angola"
Agostinho Neto

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" Il n'est pas nécessaire de réussir pour entreprendre, ni d'entreprendre pour réussir "
Le Duc d'Orange

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