L'Angola et la France renforcent leurs liens culturels le jour du début de la lutte armée de libération nationale

Le ministre de la Culture, du Tourisme et de l’Environnement de la République d’Angola, M. Filipe Zau, va signer à Paris, avec son homologue française Roselyne Bachelot, un accord de coopération culturelle entre l’Angola et la France, le 4 février 2022. Cette date marque, en Angola, le 61e anniversaire du début de la lutte armée de libération nationale.

L’accord a pour objectif, d’une part, de promouvoir la connaissance réciproque de la culture et de l’histoire des deux pays, en utilisant la culture comme moyen d’atteindre une meilleure qualité de vie pour leurs peuples respectifs, compte tenu de l’impact de cette dernière sur le développement socio-économique et, d’autre part, de consolider et renforcer les liens d’amitié et de compréhension mutuelle.

La signature de l’accord aura lieu au Château de Versailles lors de la cérémonie officielle de remise de deux sculptures françaises du XVIIIe siècle d’une grande valeur historique et artistique, dont l’État angolais a fait don à l’État français, dans le cadre d’un protocole de partenariat entre les ministères angolais et français de la Culture, signé le 1er septembre 2021 à l’Ambassade d’Angola à Paris.

L’Ambassade d’Angola en France a décidé de réaliser cette cérémonie le 4 février pour rendre hommage à tous ceux qui, grâce à leur abnégation et leur sacrifice, ont permis que l’Angola soit aujourd’hui un pays indépendant et souverain. 

Outre la signature de l’accord de coopération culturelle par les deux ministres et l’acte de donation par lequel s’officialise le transfert de propriété des sculptures offertes, la cérémonie comptera également l’inauguration d’une exposition. Cette dernière illustrera le parcours des sculptures, de leur création jusqu’à leur enlèvement des jardins de l’Ambassade d’Angola. À cette occasion, une plaque de marbre sera dévoilée, sur laquelle la République d’Angola est consacrée comme l’un des grands mécènes du Château de Versailles.

Les deux œuvres d’art en question, un ensemble sculptural intitulé Zéphyr, Flore et l’Amour et une sculpture intitulée l’Abondance, ont été commandées par les rois Louis XIV et Louis XV respectivement, pour décorer les jardins de ses châteaux. Ils font partie du patrimoine de Versailles qui a été dispersé suite à la Révolution et pour lequel le Château déploie des efforts considérables, depuis près de deux siècles, en vue de sa localisation et de sa réappropriation.

Propriété de l’État angolais depuis 1979, date d’acquisition de l’édifice de son Ambassade en France, dans les jardins duquel elles se trouvaient, les sculptures ont été localisées en  2018 par un spécialiste de Versailles qui ignorait tout de leur nouvelle demeure et qui avait fait des recherches approfondies des archives disponibles sur les ventes afférentes au patrimoine du château et les changements successifs de propriétaire, dans le but de répertorier tous les biens immeubles de tous les descendants et d’y faire des recherches, dans l’espoir que certaines œuvres se trouvent encore en France. 

Face à la demande du Château de Versailles, l’État angolais a accepté de faire don des sculptures à l’État français, au nom de leurs excellentes relations de coopération bilatérales, y compris dans le domaine de la culture, mais également compte tenu du profond respect de l’Angola à l’égard de l’histoire, du patrimoine et de l’identité culturelle des peuples. L’Angola réaffirme ainsi sa conviction selon laquelle chaque pays doit avoir la primauté de la jouissance de sa propre création artistique. 

Certaines actions de coopération culturelle bilatérale, découlant du Protocole de donation des sculptures, sont en préparation, notamment un programme d’échange entre des professionnels angolais et français dans le domaine des musées et du patrimoine. Celui-ci se matérialisera par la venue de professionnels angolais à Versailles en mai prochain. Cet échange s’étendra également au domaine de l’élaboration et la mise en œuvre de politiques et législations culturelles, avec le déplacement d’experts du Ministère français de la Culture en Angola, avant la fin de l’année.

L’Ambassade d’Angola recevra de la part du Château de Versailles, en juillet prochain, deux répliques des sculptures pour remplacer les originales dont elle a fait don à la France. L’exposition sera inaugurée le 4 février et restera ouverte au public durant trois mois, après quoi les œuvres d’art prendront place dans les salles du Musée national des Châteaux de Versailles et du Trianon, et dont les cartels porteront l’inscription suivante: « Donation de la République d’Angola en 2022 ».

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Mis à jour le  :   

1/2/2022

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente da República de Angola, Filipe Zau, vai assinar em Paris com a sua homóloga francesa, Roselyne Bachelot, um Acordo de cooperação cultural entre Angola e a França, no dia 4 de Fevereiro de 2022, data que assinala em Angola o 61° aniversário do início da luta armada de libertação nacional.

O Acordo tem como objectivo, por um lado, promover o conhecimento recíproco da cultura e da história de ambos os países, utilizando a cultura como alavanca para atingir uma melhor qualidade de vida para os respectivos povos, tendo em conta o impacto desta sobre o desenvolvimento socio-económico, e por outro, consolidar e fortalecer os laços de amizade e de compreensão mútua.

A assinatura do acordo vai ter lugar no castelo de Versalhes durante a cerimónia oficial de entrega ao Estado francês, de duas esculturas francesas do século XVIII de grande valor histórico e artístico, doadas pelo Estado angolano, no âmbito de um Protocolo de parceria entre os ministérios da Cultura de Angola e de França, assinado a 1 de Setembro de 2021 na Embaixada de Angola em Paris.

A Embaixada de Angola em França decidiu realizar esta cerimónia no dia 4 de Fevereiro, para render homenagem a todos quantos, com a sua abnegação e sacrifício, tornaram possível que Angola fosse hoje um país independente e soberano. 

Para além da assinatura pelos dois ministros, do acordo de cooperação cultural e da escritura de doação através da qual se formaliza a transferência de propriedade das esculturas doadas, a cerimónia incluirá a inauguração de uma exposição que vai ilustrar o percurso das esculturas desde a sua criação até à sua remoção do jardim da Embaixada de Angola, assim como a apresentação de uma placa de mármore que consagra a República de Angola como um dos grandes mecenas do castelo de Versalhes.

As duas obras de arte em questão, um conjunto escultórico denominado Zéphyr, Flore et l’Amour e uma escultura denominada l’Abondance, tinham sido encomendadas respectivamente pelos reis Luis XIV e Luis XV, para decorarem os jardins de seus castelos, e fazem parte do património de Versalhes que ficou disperso como consequência da Revolução, e sobre o qual o castelo tem estado a envidar um grande esforço desde há cerca de dois séculos, para a sua localização e recuperação. 

Propriedade do Estado angolano desde 1979, data em que foi adquirido o edifício da sua embaixada em França em cujo jardim se encontravam, as esculturas foram localizadas em 2018 por um especialista de Versalhes que desconhecia o seu paradeiro e que tinha feito um estudo aturado dos arquivos disponíveis sobre as vendas que envolviam o património do castelo e as sucessivas mudanças de proprietário, com o objectivo de inventariar e fazer uma busca nos bens imóveis de todos os descendentes, na esperança de que as obras ainda se encontrem em França. 

Respondendo à solicitação do castelo de Versalhes, o Estado angolano concordou em doar as esculturas ao Estado francês, em nome das excelentes relações de cooperação bilateral incluindo no domínio da Cultura, e tomando em consideração o grande respeito que Angola nutre pela história, pelo património e pela identidade cultural dos povos, reafirmando deste modo, a sua convição sobre a primazia de cada país no usufruto da sua própria criação artistística.

Algumas acções de cooperação cultural bilateral decorrentes do Protocolo de doação de esculturas estão em preparação, nomeadamente o intercâmbio entre profissionais de ambos os países no domínio dos museus e do património, que será materializado pela vinda de técnicos angolanos a Versalhes em Maio próximo,  e no domínio da definição e implementação de políticas e de legislação cultural, que levará peritos do ministério da Cultura de França a Angola, ainda este ano.

A Embaixada de Angola receberá do castelo de Versalhes em Julho próximo, duas réplicas das esculturas para substituirem os originais doados à França, e a exposição que será inaugurada no dia 4 de Fevereiro permanecerá aberta ao público durante três meses depois dos quais as obras de arte integrarão as salas do museu nacional dos castelos de Versalhes e de Trianon, mostrando nos respectivos rótulos a inscrição : “Doação da República de Angola em 20222”.




Paris, 31 de Janeiro de 2022

Serviços de Comunicação e Imprensa da Embaixada de Angola em França, aos 31 de Janeiro de 2022.-


Fonte  :   

Atualizado  :   

1/2/2022

Conseil de lecture

"Poemas de Angola"
Agostinho Neto

L'Angola en Musique

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" Il n'est pas nécessaire de réussir pour entreprendre, ni d'entreprendre pour réussir "
Le Duc d'Orange

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