L'Angola prêt à partager son expérience dans la résolution des conflits

Luanda - La République d'Angola a réaffirmé, ce mercredi, à Addis-Abeba, capitale de l'Éthiopie, sa volonté de transmettre son expérience en matière de résolution de conflits, de réconciliation nationale et de consolidation de la paix.

Dans un communiqué, le service de presse de l'ambassade de la République d'Angola en Éthiopie a indiqué que la position du pays avait été exprimée lors d'une session virtuelle du Conseil de paix et de sécurité (CPS) de l'Union africaine (UA).

Il s'agit d'une session tenue depuis le siège de l'Union africaine, à Addis-Abeba, dans le cadre des commémorations du « Mois de l'amnistie », qui a lieu chaque 8 septembre.

Dans une déclaration présentée lors de la réunion, le pays a appelé la Commission des affaires politiques, de la paix et de la sécurité, les États membres et tous les partenaires à s'appuyer sur les nombreux exemples réussis de résolution de conflits, de réconciliation nationale et de consolidation de la paix.

Le document réitère, au nom de l'Exécutif angolais, le soutien inconditionnel à l'initiative de lancement du Mois de l'amnistie en Afrique, en tant que plate-forme pour la livraison et la collecte d'armes légères illicites pour la période 2021-2030, et réaffirme les efforts déployés par l'Angola en la matière.

Pour cette raison, poursuit le document, nous pensons qu'outre les commémorations de l'anniversaire, ainsi que les activités menées, la Commission de l'Union africaine et particulièrement la Commission des affaires politiques, de la paix et de la sécurité, les États membres, les Communautés Economiques Régionales et les autres partenaires devraient, au quotidien, mettre l'esprit de septembre ou du Mois de l'Amnistie en Afrique à l'ordre du jour de leurs priorités.

Il ajoute que cela encouragera la livraison et la collecte d'armes légères et de petit calibre illégales entre les mains de la population, en vue de réaliser ce rêve en 2030 ou 2063, conformément à notre Agenda.

La déclaration insiste sur le besoin urgent de renforcer toutes les institutions qui contrôlent la prolifération et la circulation illicite des armes légères et de petit calibre, étant donné que les programmes de désarmement et de collecte doivent inclure la population, la société civile, les ONG et en particulier les jeunes.

Ces derniers, qui constituent la majorité de la population africaine, qui font face ou subissent les effets néfastes du chômage, c'est pourquoi ils sont vulnérables et constituent les principales victimes lorsqu'ils sont recrutés par des groupes terroristes ou djihadistes, souligne la communication.

Il ajoute que seule l'inclusion de tous les secteurs permettra le contrôle efficace et efficient de la prolifération et de la circulation illicite des armes légères et de petit calibre et garantira la sécurité aux niveaux national, régional et continental, qui est la condition sine qua non de la consolidation de la paix et la stabilité sur le continent.

La circulation illicite des armes légères sur le continent représente environ 80% du commerce mondial, avec un montant estimé à 400 millions de dollars américains et est l'un des catalyseurs des conflits qui prolifèrent dans de nombreuses régions de notre continent, indique la déclaration.

Au sein de l'Union africaine, l'Angola a rempli trois mandats au Conseil de paix et de sécurité, le plus récent ayant eu lieu entre janvier 2018 et mars 2020.

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/angola-pronta-a-partilhar-experiencia-em-resolucao-de-conflitos/

Mis à jour le  :   

11/9/2021

Luanda - A República de Angola reafirmou, esta quarta-feira, em Addis-Abeba, capital da Etiópia, a sua disposição em transmitir a experiência que possui em matéria de Solução de Conflitos, Reconciliação Nacional e Consolidação da Paz.

Em nota, o Serviço de Imprensa da Embaixada da República de Angola na Etiópia refere que essa posição do país foi manifestada durante uma sessão virtual aberta do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA).

Trata-se de uma sessão realizada a partir da Sede da União Africana, em Addis-Abeba, no quadro das comemorações do "Mês da Amnistia", que ocorre a cada 8 de Setembro.

Numa declaração apresentada na reunião, o país lançou um apelo à Comissão dos Assuntos Políticos, Paz e Segurança, aos Estados Membros e a todos os parceiros, no sentido de aproveitarem os vários exemplos de sucesso na Solução de Conflitos, Reconciliação Nacional e Consolidação da Paz.

O documento reitera, em nome do Executivo angolano, o apoio incondicional à iniciativa do lançamento do Mês de Amnistia em África, como uma plataforma para a entrega e recolha de armas ligeiras ilícitas para o período 2021-2030, assim como reafirma os esforços desenvolvidos por Angola nesta matéria.

Por esta razão, prossegue o documento, julgamos que para além das comemorações da efeméride, assim como das actividades desenvolvidas, a Comissão da União Africana e particularmente a Comissão para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, os Estados Membros, as Comunidades Económicas Regionais e os demais parceiros deveriam, diariamente, colocar nas agendas das suas prioridades o espírito de Setembro ou do Mês de Amnistia em África.

Adianta que tal irá incentivar a entrega e recolha de armas ligeiras e de pequeno porte ilegal nas mãos das populações, com vista a concretizar este sonho em 2030 ou em 2063, de acordo com a nossa Agenda.

A declaração insta para a necessidade urgente de se reforçar todas instituições que controlam a proliferação e circulação ilícita de armas ligeiras e de pequeno porte, considerando que os programas de desarmamento e recolha, devem incluir a população, a sociedade civil, as ONG e particularmente os jovens.

Estes últimos que constituem a maior parte da população africana, que enfrenta ou sofre os efeitos nefastos do desemprego, razão pela qual são vulneráveis e constituem-se nas principais vítimas ao serem recrutados pelos grupos terroristas ou jihadistas, frisa a comunicação.

Acrescenta que só a inclusão de todos os sectores é que poderá permitir o controlo eficaz e eficiente da proliferação e circulação ilícita de armas ligeiras e de pequeno porte e garantir a segurança a nível nacional, regional e continental, que é a condição ʺsine qua nonʺ para a consolidação da paz e da estabilidade no continente.

A circulação ilícita de armas ligeiras no continente representa cerca de 80 por cento do comércio mundial com um montante estimado há 400 milhões de dólares e é um dos factores catalisadores dos conflitos que proliferam em muitas regiões do nosso continente, refere a declaração.

Na União Africana Angola cumpriu três mandatos no Conselho de Paz e Segurança, tendo o mais recente obedecido ao período entre Janeiro de 2018 e Março de 2020.

Numa das suas presidências rotativas do CPS, Angola albergou, em Luanda, uma reunião ministerial, a 5 de Dezembro de 2019, sob o lema, “Reconciliação Nacional, Restauração da Paz, Segurança e Reconstrução da Coesão em África”.

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/politica/angola-pronta-a-partilhar-experiencia-em-resolucao-de-conflitos/

Atualizado  :   

11/9/2021

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Agostinho Neto

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Citation

" Il n'est pas nécessaire de réussir pour entreprendre, ni d'entreprendre pour réussir "
Le Duc d'Orange

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