L'Angola réaffirme son soutien à l'autodétermination du peuple sahraoui

Siège de l'ONU à New York
Pedro Parente


Luanda - L'Angola a réaffirmé, lundi, à New York (Etats-Unis), son soutien à l'effort continu des Nations Unies pour accélérer le processus complet de décolonisation, y compris du Sahara occidental.

Selon la représentante permanente du pays auprès des Nations Unies, l'ambassadrice Maria de Jesus Ferreira, qui s'exprimait devant le Comité spécial de l'ONU sur la décolonisation, l'indépendance, la souveraineté et l'unité des États sont des droits légitimes de tous les peuples.

Elle a également réitéré l'appui de l'Angola aux travaux du Comité spécial et à toutes les activités visant à mettre en œuvre la Déclaration sur l'octroi de l'indépendance aux pays et peuples coloniaux, ainsi qu'à la mise en œuvre du Plan d'action pour la Décennie internationale de l'élimination du colonialisme.

À cet égard, elle a encouragé les efforts du Comité à mettre en œuvre les principes de la Charte des Nations Unies et les objectifs de la résolution 1514 de l'Assemblée générale du 14 décembre 1960, concernant le droit inaliénable du peuple du Sahara occidental à l'autodétermination et à l'indépendance.

Pour Maria de Jesus, toute violation de ces principes portera non seulement atteinte au droit du peuple sahraoui à l'autodétermination et à l'indépendance, mais favorisera également l'émergence de nouveaux conflits dans la région nord d’Afrique et sur le continent en général, empêchera aussi la possibilité de développement, d'intégration et de stabilité sur le territoire du Sahara occidental.

A cet égard, elle a jugé pertinent un dialogue politique constructif entre le Front Polisario et le Maroc, afin de parvenir à une solution réaliste, légitime et mutuellement acceptable, tenant compte des intérêts des habitants du territoire sahraoui.

« La résolution pacifique du conflit du Sahara occidental exige également la mise en œuvre des principes de la Charte des Nations Unies et des principes énoncés dans l'Acte constitutif de l'Union africaine, notamment le respect des frontières existantes et la décolonisation par un véritable processus de l'autodétermination sous les auspices de l'ONU et de l'UA », a-t-elle dit.

Maria de Jesus a appelé l'envoyé spécial du Secrétaire général pour le Sahara occidental, Staffan de Mistura, à poursuivre les négociations avec le Front Polisario et le Maroc, afin de faire avancer le processus et de garantir au peuple sahraoui le droit inaliénable à l'autodétermination et à l'indépendance, par la tenue d'un le référendum accepté par les parties et la communauté internationale.

Actuellement, il existe 17 territoires non autonomes, avec une population totale d'environ deux millions de personnes qui n'ont pas encore atteint la pleine autonomie, telle que définie par la Charte des Nations Unies.

Ces territoires sont le Sahara occidental, les Samoa américaines, Anguilla, les Bermudes, les îles Vierges britanniques, les îles Caïmans, les îles Falkland, la Polynésie française, Gibraltar, Guam, Montserrat, la Nouvelle-Calédonie, les îles Pitcairn, Tokelau, les îles Turques et Caïques, Sainte-Hélène et les îles Vierges des Etats-Unis .

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/reafirmado-apoio-a-autodeterminacao-e-independencia-do-povo-saaraui/

Mis à jour le  :   

22/6/2022

Sede da ONU em Nova Iorque
Pedro Parente


Luanda - Angola reafirmou, segunda-feira, em Nova Iorque (EUA), o seu apoio ao esforço contínuo das Nações Unidas para acelerar o processo completo de descolonização, incluindo o Sahara Ocidental.

Segundo a representante permanente do país junto das Nações Unidas, embaixadora Maria de Jesus Ferreira, que falava na sessão do Comité Especial de Descolonização da ONU, a independência, soberania e unidade dos Estados são direitos legítimos de todos os povos.

Reiterou igualmente o apoio de Angola ao trabalho do Comité Especial e a todas as actividades para implementar a Declaração sobre a Concessão da Independência aos Povos Colonizados, bem como à execução do Plano de Acção para a Década Internacional da Erradicação do Colonialismo.

Neste sentido, encorajou os esforços do Comité para implementar os princípios da Carta das Nações Unidas e os objectivos da Resolução da Assembleia Geral 1514 de 14 de Dezembro de 1960, respeitante ao direito inalienável do povo do Sahara Ocidental à autodeterminação e independência.

Para Maria de Jesus, qualquer violação destes princípios prejudicará não só o direito do povo saharaui à autodeterminação e independência, como também propiciará o surgimento de novos conflitos na região Norte de África e no continente, em geral, além de impedir a oportunidade de desenvolvimento, integração e estabilidade no território do Sahara Ocidental.

Deste modo, considerou pertinente um diálogo político construtivo entre a Frente Polisário e Marrocos, para se alcançar uma solução realista, legítima e mutuamente aceitável, tendo em conta os interesses dos habitantes do território saharaui.

“A resolução pacífica do conflito do Sahara Ocidental exige também a implementação dos princípios da Carta das Nações Unidas e dos princípios estabelecidos no Acto Constitutivo da União Africana, incluindo o respeito pelas fronteiras existentes e a descolonização através de um processo genuíno de autodeterminação sob os auspícios da ONU e da UA”, disse.

Apelou ao enviado especial do secretário-geral para o Sahara Ocidental, Staffan de Mistura, para continuar a negociar com a Frente Polisário e Marrocos, a fim de avançar com o processo e garantir ao povo saharaui o direito inalienável à autodeterminação e independência, através da realização do referendo acordado pelas partes e pela comunidade internacional.

Actualmente, existem 17 territórios não autónomos, com uma população total de cerca de dois milhões de pessoas que ainda não alcançaram a plenitude de governo próprio, como define a Carta das Nações Unidas.

Esses territórios são Sahara Ocidental, Samoa Americana, Anguilla, Bermudas, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman, Ilhas Malvinas, Polinésia Francesa, Gibraltar, Guam, Montserrat, Nova Caledônia, Ilhas Pitcairn, Toquelau, Ilhas Turks e Caicos, Santa Helena  e Ilhas Virgens Americanas

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/politica/reafirmado-apoio-a-autodeterminacao-e-independencia-do-povo-saaraui/

Atualizado  :   

22/6/2022

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" Il n'est pas nécessaire de réussir pour entreprendre, ni d'entreprendre pour réussir "
Le Duc d'Orange

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