Le FMI prévoit une inflation moyenne de 15% pour l'Angola

Vista parcial da cidade de Luanda, capital de Angola
Francisco Miúdo


Luanda - Le Fonds monétaire international (FMI) prévoit, pour l'Angola, une inflation annuelle moyenne d'environ 21%, en 2022, et de 15%, pour 2023, a déclaré lundi, à Luanda, son représentant résident, Marcos Rietti Souto.

S'exprimant lors de la cérémonie de présentation du rapport du FMI sur les perspectives économiques régionales pour l'Afrique subsaharienne, il a souligné que, dans les dernières projections pour l'Angola, dont le rapport a été publié en octobre, le Fonds prévoit également une croissance de 2,9% pour cette année et 3,4 % pour 2023.

"Les projections sont encourageantes, mais il est important de rester vigilants en matière de politique économique, compte tenu d'un scénario extérieur de grande incertitude que nous vivons tous", a-t-il déclaré.

Selon Marcos Rietti Souto, l'agriculture est un secteur naturel, où "l'Angola était autrefois un important producteur de cultures comme le café, mais il y a de la place pour la croissance des télécommunications, des communications, des services financiers et aussi pour l'industrie manufacturière".

D’autre part, le représentant du FMI a reconnu les efforts du gouvernement angolais pour réduire la dette publique.

Croissance du PIB en Afrique subsaharienne

Selon le rapport, la reprise de l'Afrique subsaharienne a été soudainement interrompue et l'année dernière, l'activité dans la région a finalement commencé à se redresser, la croissance du PIB en 2021 passant à 4,7 %.

Selon le même rapport, la croissance devrait ralentir cette année de plus de 1 point de pourcentage, s'établissant à 3,6 %.

Le rapport du FMI indique que l'Afrique subsaharienne doit donner la priorité aux problèmes liés à l'insécurité alimentaire, où 123 millions de personnes sont en situation d'insécurité alimentaire aiguë, dans toute la région, l'augmentation des prix des denrées alimentaires et de l'énergie met de nombreuses vies en danger.

Selon le document, la résolution de ce problème est une priorité claire, mais la capacité d'étendre rapidement les réseaux de sécurité sociale est limitée dans de nombreux cas, de sorte que certains pays ont opté pour des mesures de soutien coûteuses et mal orientées.

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/economia/fmi-preve-inflacao-media-de-15-para-angola/

Mis à jour le  :   

29/11/2022

Vista parcial da cidade de Luanda, capital de Angola
Francisco Miúdo


Luanda - O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê, para Angola, uma inflação média ao ano em torno de 21%, em 2022, e 15%, para 2023, disse hoje, em Luanda, o seu representante residente, Marcos Rietti Souto.

Falando na cerimónia de apresentação do relatório sobre as perspectivas económicas regionais da África Subsariana do FMI, sublinhou que, nas últimas projecções para Angola, cujo relatório foi divulgado divulgado em Outubro, o Fundo prevê, igualmente, um crescimento de 2.9% para esse ano e 3.4% 2023.

“As projecções são encorajadoras, mas é importante que se mantenham vigilantes relativamente à política económica, considerando um cenário externo de muita incerteza que estamos todos a vivenciar”, disse.

Marcos Rietti Souto frisou que a agricultura é um sector natural, onde “Angola já foi um grande produtor de culturas como café, mas há espaço para o crescimento de telecomunicações, comunicações, serviços financeiros e também para indústria transformadora”.

O representante do FMI reconheceu o esforço do Governo angolano para se reduzir a dívida pública.

Crescimento do PIB na África Subsariana

Segundo o relatório, a recuperação da África Subsariana foi subitamente interrompida, sendo que, no ano passado, a actividade na região começou finalmente a recuperar, tendo o crescimento do PIB em 2021 aumentado para 4,7%.

De acordo com o mesmo relatório, o crescimento deverá abrandar este ano em mais de 1 ponto percentual, situando-se em 3,6%.

O relatório do FMI diz que a África Subsariana deve dar prioridade as questões ligadas à insegurança alimentar, onde existem 123 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda, em toda a região, o aumento dos preços dos bens alimentares e da energia coloca muitas vidas em risco.

Segundo o documento, a resolução deste problema é uma clara prioridade, mas a capacidade de expandir rapidamente as redes de segurança social é limitada em muitos casos, pelo que alguns países optaram por se virarem para medidas de apoio dispendiosas e mal direccionadas.

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/economia/fmi-preve-inflacao-media-de-15-para-angola/

Atualizado  :   

29/11/2022

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