Les États-Unis saluent les progrès accomplis dans la lutte contre la corruption

Lunada - Le département d'État américain a félicité le Président de la République d’Angola, João Lourenço, pour les «progrès impressionnants» accomplis dans la lutte contre la corruption et contre «le pouvoir des élites», ces deux dernières années.

Selon l'agence Lusa, dans un article auquel l’Angop a eu accès ce jeudi, pour les USA, le succès de la présidence de João Lourenço se traduit également dans la poursuite, la dénonciation et l'accusation d'anciens dirigeants et la nouvelle loi pour lutter contre le blanchiment d'argent et le financement du terrorisme.

Cette évaluation des autorités américaines s'inscrit dans le cadre d'un appel d'offres lancé à Washington pour des projets de lutte contre la corruption en Angola avec un financement de 1,3 million de dollars.

Les projets concurrents, mis en œuvre par le Cabinet de la Démocratie, des Droits de l'Homme et du Travail du Département d'État américain, doivent  «soutenir le développement de la société civile angolaise et des médias indépendants en augmentant la prise de conscience publique et en soutenant les réformes pour la transparence et la lutte la corruption".

Avec ce programme de financement, il est prévu que les citoyens angolais comprennent mieux les réformes anticorruption en cours dans le pays, plaident en faveur de ces transformations et, en même temps, la société civile acquière une plus grande capacité à enquêter sur la corruption en toute sécurité.

Par ailleurs, la nouvelle administration américaine du Président Joe Biden va «vigoureusement» assister le gouvernement angolais dans sa lutte contre la corruption, selon l'analyste Landry Signé de Brookings Institution, un centre d'études américain basé à Washington.

Dans un texte publié dans le magazine «Foreign Policy», l'analyste, cité par Voice of America, affirme qu'au cours de la dernière décennie, l'Angola a été considéré comme «un exemple classique de la malédiction des ressources en raison de son incapacité à se transformer positivement son économie ».

Signé affirme que la lutte du gouvernement João Lourenço contre la corruption «représente une énorme opportunité pour le Trésor des États-Unis de s'impliquer et d'aider vigoureusement l'Angola à récupérer les biens et l'argent volés lors des précédents scandales de corruption - y compris ceux basés aux États-Unis - et à prévenir les opérations financières à l’avenir ».

"Les États-Unis devraient participer à la campagne anti-corruption de l'Angola car elle a des implications plus larges pour les autres pays africains et le reste du monde", a écrit l'analyste.

Depuis que João Lourenço a assumé la présidence de l'Angola, sa politique de lutte contre la corruption a abouti à la saisie de biens mobiliers, immobiliers et au recouvrement des avoirs, estimés à des milliards de dollars.

Toujours dans le cadre de la lutte contre la corruption, plusieurs affaires ont été jugées, telles que celles impliquant l'ancien ministre des Transports, Augusto Tomás, le président du conseil d'administration du Fonds souverain d'Angola, José Filomeno dos Santos «Zenu», et l'ancien gouverneur de la Banque nationale d'Angola, Valter Filipe.

Plusieurs autres affaires sont en cours de procès et d’autres font l’objet d’une enquête dans tout le pays. (Fin)

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/eua-elogiam-avancos-no-combate-a-corrupcao/

Mis à jour le  :   

19/2/2021

Lunada - O Departamento de Estado norte-americano elogiou o Presidente da República, João Lourenço, pelos “avanços impressionantes na continuação de uma agenda anti-corrupção” e na “luta contra o poder das elites”, nos últimos dois anos.

Segundo a agência Lusa, em notícia a que a ANGOP teve acesso esta quinta-feira, para os EUA, o sucesso da presidência de João Lourenço consubstancia-se também na luta contra a captura de Estado, na denúncia e acusação de antigos funcionários públicos e numa nova lei de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Esta avaliação das autoridades norte-americanas consta de um concurso lançado em  Washington para projectos de combate à corrupção em Angola com financiamento de 1,3 milhões de Dólares.

Os projectos a concurso, da iniciativa do Gabinente de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado norte-americano, deverão demonstrar que podem “apoiar o crescimento da sociedade civil angolana e dos media independentes no aumento da consciência pública e apoiar reformas para a transparência e combate à corrupção”.

Com este programa de financiamento, pretende-se que os cidadãos angolanos tenham um maior conhecimento das reformas anti-corrupção em curso no país, advoguem por essas transformações e, ao mesmo tempo, a sociedade civil ganhe maior capacidade para investigar a corrupção com segurança.

Por outro lado, a nova administração americana do Presidente Joe Biden vai ajudar “vigorosamente” o Governo angolano na sua luta contra a corrupção, segundo o analista Landry Signé da Instituição Brookings, um centro de estudos americano baseado em Washington.

Em texto publicado na revista “Foreign Policy” (Política Externa), o analista, citado pela Voz da América, diz que ao longo da última década Angola tem sido vista como “um exemplo clássico da maldição dos recursos devido ao seu falhanço em transformar positivamente a sua economia”.

Signé afiança que o combate à corrupção do Governo de João Lourenço “representa uma enorme oportunidade para o Tesouro dos Estados Unidos se envolver e ajudar vigorosamente Angola a recuperar bens e dinheiro roubados em escândalos prévios de corrupção - incluindo aqueles sediados nos Estados Unidos - e impedir movimentações financeiras ilícitas no futuro”.

“Os Estados Unidos deveriam participar na campanha anti-corrupção de Angola porque isso tem implicações mais alargadas tanto para outros países africanos como para o resto do mundo”, escreveu o analista.

O analista acredita que Joe Biden poderá ter impacto no primeiro ano da sua governação se desenvolver soluções práticas para “desafios críticos como do Sudão, Zâmbia, Mali e Angola”, para além de implementar uma nova política de comércio com África, tendo em conta que o programa de tarifas especiais para países africanos, a chamada Lei de Oportunidades e Crescimento Africano (AGOA), expira em 2025.

Desde que João Lourenço assumiu a Presidência de Angola, a sua política anti-corrupção resultou na recuperação de bens móveis, imóveis e dinheiro, calculados em milhares de milhões de Dólares.

Ainda no quadro do combate à corrupção, foram julgados vários casos, entre os quais do  antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, do presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos “Zenu”, e do ex-governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe.

Vários outros casos estão uns em julgamento e outros em investigação, em todo o país.

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/politica/eua-elogiam-avancos-no-combate-a-corrupcao/

Atualizado  :   

19/2/2021

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