L'UNITA prône une réconciliation efficace

Luanda - Le président de l'UNITA, Adalberto Costa Júnior, a exhorté jeudi les Angolais de tous les partis politiques et ceux qui ne sont pas affiliés à un parti à soutenir "une réconciliation effective et la consolidation de la démocratie et de l'état de droit" dans le pays.

Lors d'une conférence de presse, consacrée au 4 avril, Journée de la Paix et de la réconciliation nationale, l'homme politique a déclaré que le pacte de réconciliation signé en 2002, entre le MPLA et l'UNITA, "ne devrait pas se limiter" aux militants des deux formations politiques.

"La nation angolaise est beaucoup plus grande que les signataires des accords de paix", a déclaré Adalberto Costa Júnior, soulignant que le pays a besoin de consolider et d'élargir son front patriotique uni maintenant, "parce que l'union fait la force".

Pour lui, le grand défi auquel sont confrontés les Angolais "est de sauver l'Etat", ce qu'il considère comme "l'oligarchie", de défendre la démocratie et de lutter contre la corruption et l'impunité.

Il faut rappeler que la lutte contre la corruption est l'un des thèmes principaux du programme gouvernemental du MPLA, dirigé par le Président João Lourenço, depuis 2017 pour un mandat de cinq ans.

Selon le leader de l'UNITA, la nouvelle génération doit travailler avec les personnes âgées, en paix et en harmonie, afin d'aider à «sauver la patrie». À cette fin, a-t-il recommandé, les jeunes doivent agir avec perspicacité et détermination, tout en respectant la Constitution et la loi.

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/unita-pede-reconciliacao-a-todos-angolanos

Mis à jour le  :   

4/4/2021

Luanda - O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, exortou, nesta quinta-feira, os angolanos de todos os partidos políticos e os sem filiação partidária a apoiarem uma "reconciliação efectiva e a consolidação da democracia e do Estado de direito" no país.

Em conferência de imprensa, dedicada ao 04 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, o político declarou que o pacto de reconciliação assinado em 2002, entre o MPLA e a UNITA, "não se deve limitar" aos militantes dos dois partidos.

"A Nação angolana é bem mais ampla do que os subscritores dos Acordos de Paz", expressou Adalberto Costa Júnior, sublinhando que o país precisa de consolidar e ampliar agora a sua frente patriótica unida, "porque a união faz a força".

Para si, o grande desafio que se coloca aos angolanos "é resgatar o Estado" daquilo que considera "oligarquia", defender a democracia e combater a corrupção e a impunidade.

De recordar que o combate à corrupção é um dos principais temas do Programa de Governo do MPLA, sufragado ao eleitor nas Eleições Gerais de 2017, e a "bandeira" da governação do Presidente da República, João Lourenço, desde o começo do seu mandato de cinco anos.

Conquanto, no entender do líder da UNITA, a nova geração deve trabalhar com os mais velhos, em paz e em harmonia, a fim de ajudar a "resgatar a Pátria". Para tal, recomendou, deve agir com perspicácia e determinação, nos marcos da Constituição e da Lei.

Ainda a esse respeito, Adalberto Costa Júnior disse, também, ser preciso tomar medidas mais corajosas e consensuais para se concretizar o processo de reconciliação entre o Estado angolano e as vítimas do 27 de Maio, entre outras medidas.

Noutro domínio da sua Declaração Política, Adalberto Costa Júnior referiu que "o Presidente da República deve ser o símbolo da unidade nacional", e exercer a sua magistratura de forma activa e isenta, em benefício de todos os angolanos.

"Na paz democrática não há poderes absolutos e imunes à fiscalização, nem há titulares de órgãos públicos que sejam irresponsáveis perante os seus actos", exprimiu.

Ao fazer uma incursão dos acordos de Alvor até aos dias de hoje, o presidente da UNITA disse que a paz que se celebra em Abril "não é ainda a paz justa e duradoura" intencionada pelos negociadores da paz, em Bicesse, nem pelos mais velhos".

"A paz de Abril é apenas um começo, símbolo, um dos marcos históricos do processo inacabado de construção do edifício da paz democrática, que deveria ter iniciado em 1975, mas que apenas começou em 1991', finalizou Adlaberto Costa Júnior.

Angola celebra a 4 de Abril 19 anos desde a assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, entre o Governo e a UNITA.

Este pacto marcou o fim definitivo da guerra no país, após 27 de conflito armado.

Adalberto da Costa Júnior é o terceiro presidente da UNITA, depois de Jonas Savimbi, e Isaías Samakuva, este último eleito depois da morte de Savimbi, em 2002.

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https://www.angop.ao/noticias/politica/unita-pede-reconciliacao-a-todos-angolanos

Atualizado  :   

4/4/2021

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