L'usine Africa Textile vient donner des emplois à des jeunes, affirme le PR

Benguela (Angola) - Le Président angolais, João Lourenço, a déclaré ce samedi que le démarrage de la production à l'usine Africa Textile créera des emplois pour les jeunes.

Le Chef de l'Exécutif s'adressait à la presse quelques instants après avoir témoigné la reprise de la production dans cette usine située dans la province de Benguela et qui était paralysée depuis 18 ans.

Il a précisé qu'avec la reprise de la production, il y aura aussi le retour de certains anciens travailleurs, le recrutement d'autres pour la première fois, «le tout sur la base des critères que l'employeur a déjà définis».

La gestion de l'usine, située dans la zone industrielle de Cavaco, a été confiée à une entreprise privée qui a remporté l'appel d'offres.

João Lourenço a éclairci que les critères d'admission du personnel ne peuvent être imposés par l'État.

"L'entité a ses critères et nous lui laisserons la liberté de choisir et, sur la base de ces critères, elle fera la sélection, la formation et complétera sa gamme de travailleurs pour tirer le meilleur revenu possible de cette grande usine", a-t-il souligné.

Il a fait savoir que cette entreprise a, durant quelques années, la possibilité d'explorer cette usine, ainsi que «Comandante Bula», anciennement SATEC, à Dondo, province de Cuanza Norte.

"L'Etat n'a plus de dépenses. Par conséquent, tous les investissements futurs, en matières premières et autres types d'investissements, seront réalisés par l'entité de gestion", a-t-il précisé.

Selon le Président de la République, non seulement l'Etat cesse d'investir, mais commence à gagner, grâce aux impôts que l'entreprise est obligée de payer.

"Par conséquent, les devises seront de l'investisseur. Mais quand je dis que les dettes appartiendront à l'investisseur, il est évident que quiconque opère en Angola doit acheter les devises en Angola, il ne va pas acheter les devises dans un autre pays", a-t-il expliqué.

Il a informé que le système bancaire va vendre des devises à l'usine, dont le démarrage fait partie du programme de privatisation (Propriv).

"Si (le système bancaire) vend à d'autres industries, il vendra sûrement aussi à cette importante unité qui est venue donner des emplois à nos jeunes", a-t-il clarifié.

Il a reconnu, cependant, que les conditions ne sont pas entièrement créées, mais il comprend que les conditions minimales existent pour que l'usine démarre.

L'homme d'État angolais a souligné que les lignes directrices sont données, à la fois en ce qui concerne cette unité comme avec celles de Luanda et Dondo.

Plus de deux mille emplois envisagés

Avec 175 travailleurs, l'unité industrielle fonctionne à titre expérimental. Lorsqu'elle sera pleinement opérationnelle, elle prévoit la création d'environ deux mille 200 emplois directs, en trois équipes.

Destinée à la transformation du coton en fils et tissus, à usages multiples, l'unité industrielle dispose d'une capacité de production installée de sept millions 350 mille serviettes de bain / an et sept millions 680 mille draps / an.

Au cours des 12 premiers mois, la production sera assurée par l'importation de matières premières, après quoi l'usine aura recours à l'approvisionnement national.

Pour la reprise de l'usine, l'Exécutif angolais a investi plus de 400 millions de dollars américains, dans le cadre d'un accord financier conclu entre le gouvernement angolais et la banque japonaise JBIC.

Pour son fonctionnement, l'usine, inaugurée le 14 avril 1979 par le premier président de la République, António Agostinho Neto, a un coût d'intrants estimé à trois millions de dollars par semestre.

Actuellement, Africa Textile est gérée par la BAOBAB Coton Group, basé au Zimbabwe, qui a le droit d'explorer et de gérer pendant une période de 15 ans, avec une option d'achat après 10 ans.

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/joao-lourenco-diz-que-africa-textil-veio-para-dar-empregos-aos-jovens/

Mis à jour le  :   

22/2/2021

Benguela - O Presidente angolano, João Lourenço, afirmou, este sábado, que o arranque da produção na fábrica África Têxtil vai proporcionar empregos aos jovens.

O Titular do Poder Executivo falava à imprensa momentos após testemunhar a retoma da produção daquela unidade fabril localizada na província de Benguela e que esteve paralisada durante 18 anos.

Precisou que, com o reinício da produção, haverá também o regresso de alguns trabalhadores antigos, o recrutamento de outros pela primeira vez, "tudo na base dos critérios que a entidade empregadora já definiu".

A gestão da unidade fabril, localizada na zona industrial do Cavaco, ficou com uma empresa privada que ganhou o concurso.

João Lourenço aclarou que os critérios de admissão do pessoal não podem ser impostos pelo Estado.

"A entidade tem os seus critérios e vamos deixar que ela tenha a liberdade de selecionar e, na base destes critérios, vai fazer a selecção, formação e completar o seu leque de trabalhadores para tirar o melhor rendimento possível desta grande unidade fabril", vincou.

Fez saber que essa empresa tem durante alguns anos a possibilidade de explorar essa unidade fabril, assim como a “Comandante Bula”, ex-SATEC, no Dondo, província do Cuanza Norte.

"O Estado deixa de ter despesas. Portanto, todo o investimento daqui para frente, em matéria- prima e outro tipo de investimentos, será feito pela entidade gestora", aclarou.

Segundo o Presidente da República, o Estado não só deixa de investir, como passa a ganhar, através dos impostos que a empresa tem obrigação de pagar.

"Portanto, as divisas serão do investidor. Mas quando digo que as dívisas serão do investidor obviamente que quem está a operar em Angola tem de comprar dívisas em Angola, não vai comparar dívisas noutro país", elucidou.

Informou que o sistema bancário vai vender dívisas à unidade fabril, cujo arranque se enquadra no Programa de Privatizações (Propriv).

"Se (o sistema bancário) vende a outras indústrias, com certeza que não deixará de vender também a esta importante unidade que veio para dar emprego aos nossos jovens", exprimiu.

Reconheceu, entretanto, que as condições não estão criadas por completo, mas entende que o mínimo de condições existem para que se dê o arranque da fábrica.

O Estadista angolano precisou que as orientações estão dadas, quer em relação a essa unidade, quer com as de Luanda e do Dondo.

Mais de dois mil postos de trabalho em vista

Com 175 trabalhadores, a unidade industrial opera de forma experimental. Quando entrar em pleno funcionamento, prevê a criação de cerca de dois mil 200 postos de trabalho directos, em três turnos.

Vocacionada para a transformação de algodão em fios e tecidos, para multiplos usos, a unidade industrial tem uma capacidade instalada de produção de sete milhões 350 mil toalhas de banho/ano e sete milhões 680 mil lençóis/ano.

Nos primeiros 12 meses, a produção será assegurada pela importação de matéria-prima, findo os quais a fábrica recorrerá à oferta nacional.

Para a recuperação da fábrica, o Executivo angolano investiu mais de 400 milhões de Dólares americanos, no âmbito de um acordo financeiro estabelecido entre o Governo angolano e o  banco japonês JBIC.

Para o seu funcionamento, a fábrica, inaugurada a 14 de Abril de 1979 pelo primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, tem um custo em insumos estimado em três milhões de Dólares por semestre.

Actualmente, a África Têxtil é gerida pela BAOBAB Coton Group, com sede no Zimbabwe,  que tem direito de exploração e gestão por um período de 15 anos, com opção de compra  depois de 10 anos.

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/politica/joao-lourenco-diz-que-africa-textil-veio-para-dar-empregos-aos-jovens/

Atualizado  :   

22/2/2021

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"Poemas de Angola"
Agostinho Neto

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Citation

" Il n'est pas nécessaire de réussir pour entreprendre, ni d'entreprendre pour réussir "
Le Duc d'Orange

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