Pandémie: le Conseil de sécurité de l'ONU appelle à coordonner la vaccination

Washington (AFP) - Les membres du Conseil de sécurité de l'ONU ont lancé mercredi des appels à un effort mondial coordonné pour vacciner contre le Covid-19, avertissant que les inégalités béantes dans les efforts initiaux mettent la planète entière en danger.

Lors d'une rare visioconférence ministérielle consacrée à la santé, un domaine non habituellement du ressort du Conseil de sécurité, plusieurs chefs de la diplomatie ont réclamé davantage d'unité face à un fléau mondial.

"Le monde a urgemment besoin d'un plan mondial de vaccination pour rassembler tous ceux qui ont la puissance, l'expertise scientifique et les capacités de production et financières requises", a souligné en introduction le secrétaire général de l'ONU, Antonio Guterres.

"Le G20 (rassemblant les vingt plus puissantes économies de la planète) est bien placé pour établir un groupe de travail d'urgence chargé de préparer un tel plan mondial de vaccination et de coordonner sa mise en oeuvre et son financement", a-t-il ajouté, en estimant aussi que le G7, sous présidence britannique et dont un sommet est prévu vendredi, "peut créer l'élan nécessaire pour mobiliser les ressources financières".

Parmi les 15 membres du Conseil de sécurité, figurent les plus gros producteurs de vaccins: Etats-Unis, Russie, Chine, Royaume-Uni et Inde.

Plusieurs ministres, comme le Chinois Wang Yi ou le Britannique Dominic Raab, ont réclamé "plus de solidarité et de coopération".

"Nous devons nous considérer comme une équipe travaillant contre une menace mortelle", a souligné Dominic Raab, organisateur de la session au titre de président du Conseil de sécurité en février. "Nous luttons contre une pandémie mondiale" et "il ne faut pas qu'il y ait des laissés pour compte", a-t-il insisté.

"Si on laisse le virus se propager comme une traînée de poudre dans les pays du Sud, il mutera encore et encore" avec "de nouveaux variants plus transmissibles, plus mortels qui menaceront potentiellement l'efficacité des vaccins", a aussi averti le secrétaire général de l'ONU. "Cela peut prolonger considérablement la pandémie, permettant au virus de revenir pour ravager le Nord", a-t-il dit.

Le chef de l'ONU a dénoncé des "progrès en matière de vaccination extrêmement inégaux et injustes". "Dix pays seulement ont administré 75% de tous les vaccins Covid-19. Pendant ce temps, plus de 130 pays n'ont pas reçu une seule dose", a-t-il lancé.

Le chef de la diplomatie mexicaine, Marcelo Ebrard Casaubon, s'en est aussi pris à une "injustice" et à "une fracture de plus en plus profonde" entre quelques pays riches qui "s'accaparent les vaccins" et les autres.

"Nous appelons les producteurs de vaccins à travailler de bonne foi", a aussi réclamé Ralph Gonsalves, Premier ministre de Saint Vincent et les Grenadines, le plus petit Etat à avoir jamais siégé au Conseil de sécurité.

- "La méfiance tue" -

Le chef de la diplomatie américaine, Antony Blinken, a annoncé que les Etats-Unis allaient verser avant la fin du mois plus de 200 millions de dollars à l'Organisation mondiale de la Santé (OMS).

"C'est un pas en avant essentiel dans le respect de nos obligations financières" à l'égard de l'OMS "et il reflète notre engagement renouvelé à faire en sorte qu'elle bénéficie du soutien dont elle a besoin pour mener la réponse mondiale à la pandémie", a-t-il déclaré.

Parmi les autres intervenants, Jagan Chapagain, secrétaire général de la Fédération internationale des sociétés de la Croix Rouge et du Croissant Rouge, a alerté sur le fait que "la méfiance tue".

"Lorsque la science n'est pas seulement ignorée mais ridiculisée, lorsque la décision de porter des masques devient controversée et que le Web est rempli de rumeurs absurdes, la confiance dans les efforts considérables déployés pour arrêter la pandémie est gravement compromise", a-t-il mis en garde à l'intention de ceux qui refuseraient une vaccination.

Henrietta Fore, directrice de l'agence onusienne Unicef, a affirmé que "dans cet effort historique, nous devons inclure les millions de personnes qui vivent ou fuient les conflits et l'instabilité".

Selon Dominic Raab, il s'agit de "plus de 160 millions de personnes". Il a annoncé le dépôt à l'ONU d'un projet de résolution pour réclamer un cessez-le-feu temporaire dans les zones de conflit que Londres espère voir adopter prochainement.

L'an dernier, il avait fallu plus de trois mois au Conseil de sécurité, bloqué par une rivalité sino-américaine, pour adopter sa première et seule résolution à ce jour sur la pandémie, qui appelait déjà à un cessez-le-feu général pour faciliter la lutte contre la pandémie.

Les ministres indien S. Jaishankar et chinois ont annoncé que leurs pays allaient fournir des vaccins pour les Casques bleus. En dénonçant "le nationalisme vaccinal", le chef de la diplomatie indienne a précisé que son pays allait donner "200.000 doses" pour les Casques bleus.

Source  :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/mundo/conselho-de-seguranca-da-onu-pede-vacinacao-coordenada-a-escala-mundial/

Mis à jour le  :   

19/2/2021

Nova Iorque – Os membros do Conselho de Segurança da ONU apelaram hoje a um esforço global coordenado na vacinação contra a doença covid-19, alertando que as desigualdades constatadas na fase inicial do processo colocam todo o planeta em risco.

Numa rara videoconferência ministerial dedicada à área da saúde, um tema que normalmente não é abordado pelo Conselho de Segurança, vários chefes de diplomacia, bem como o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e outros representantes, apelaram a uma maior unidade perante o actual flagelo de proporções globais.

"O mundo precisa urgentemente de um plano mundial de vacinação que reúna todos aqueles que têm o poder, a perícia científica e as capacidades de produção e financeiras necessárias”, frisou o secretário-geral da ONU, António Guterres, numa declaração ao início da reunião.

“O G20 [grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo] está bem posicionado para estabelecer um grupo de trabalho de emergência com a tarefa de preparar tal plano mundial de vacinação e coordenar a sua aplicação e financiamento", prosseguiu Guterres, afirmando ainda acreditar que o G7 [grupo dos sete países mais ricos do mundo] “pode criar o impulso necessário para mobilizar os recursos financeiros”.

A referência de Guterres ao G7, que está neste momento sob a presidência do Reino Unido, surge a poucos dias de uma cimeira deste grupo, prevista para sexta-feira.

Entre os 15 membros (permanentes e não permanentes) que compõem o Conselho de Segurança (órgão máximo das Nações Unidas devido à sua capacidade de fazer aprovar resoluções com carácter vinculativo) constam os maiores produtores de vacinas: Estados Unidos da América (EUA), Rússia, China, Reino Unido e Índia.

Vários ministros, como o chinês Wang Yi ou o britânico Dominic Raab, pediram "mais solidariedade e cooperação".

“Devemos encararmo-nos como uma equipa que trabalha contra uma ameaça mortal", declarou o chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, cujo país organizou esta reunião na qualidade de presidente rotativo (durante o mês de Fevereiro) do Conselho de Segurança.

“Estamos a lutar contra uma pandemia global" e "ninguém deve ser deixado para trás", insistiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido.

Esta ideia também ficou vincada na intervenção feita por António Guterres, que denunciou “um progresso extremamente desigual e injusto em matéria de vacinação”.

"Apenas 10 países administraram 75% de todas as vacinas contra a covid-19. Enquanto isso, mais de 130 países não receberam uma única dose", frisou.

E advertiu ainda: “Se o vírus se espalhar como um incêndio descontrolado nos países do sul, irá sofrer repetidas mutações (…) com novas variantes mais transmissíveis, mais mortíferas que irão ameaçar potencialmente a eficácia das vacinas”.

E tal cenário, salientou António Guterres, poderá “prolongar consideravelmente a pandemia” e permitir que o vírus “volte a devastar o norte”.

Actualmente com assento no Conselho de Segurança, o México, através do seu chefe de diplomacia, Marcelo Ebrard Casaubon, criticou o que classificou de “injustiça” e de “uma divisão cada vez mais profunda” entre alguns países ricos que “monopolizam as vacinas” e os outros Estados.

“Pedimos aos produtores de vacinas que trabalhem de boa-fé”, afirmou, por sua vez, Ralph Gonsalves, o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, o arquipélago situado no Mar das Caraíbas que pela primeira vez ocupa um assento no Conselho de Segurança.

Já do lado dos EUA (um dos cinco membros permanentes do Conselho e com direito de veto), o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, anunciou que Washington irá pagar mais de 200 milhões de dólares à Organização Mundial da Saúde (OMS) antes do final do mês.

“Este é um passo essencial para o cumprimento das nossas obrigações financeiras” para com a OMS e “reflete o nosso compromisso renovado em garantir que a organização beneficie do apoio de que precisa para liderar a resposta global à pandemia”, declarou o chefe da diplomacia norte-americana.

Entre os diversos participantes na reunião também esteve a diretora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, que defendeu que “neste esforço histórico” também devem estar incluídos “os milhões de pessoas que vivem ou fogem de conflitos e de cenários de instabilidade".

De acordo com Dominic Raab, estas pessoas são atualmente "mais de 160 milhões” em todo o mundo.

Nesse sentido, o chefe da diplomacia britânica anunciou a apresentação na ONU de um projeto de resolução que apela a um cessar-fogo temporário nas zonas de conflito para permitir a vacinação, texto que Londres espera ver adoptado em breve.

Fonte  :   

https://www.angop.ao/noticias/mundo/conselho-de-seguranca-da-onu-pede-vacinacao-coordenada-a-escala-mundial/

Atualizado  :   

19/2/2021

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