Le Fonds Global met à disposition 82 millions de USD pour combattre les grandes endémies en Angola

Benguela (Angola) -  82 millions de dollars US, tel est le montant que le “Fonds Global” mettra à disposition, du 1er  juillet 2021 au 30 juin 2024, pour revitaliser des projets de lutte contre la malaria, le VIH/sida et la tuberculose, dans les provinces de  Benguela, de Cuanza Sul, de Bié et de Cuando Cubango.

S’exprimant en marge de la cérémonie de clôture d’un cycle de formation destiné à 16 Organisations de la société civile liées au secteur de la santé, le directeur de l’ONUSIDA en Angola a souligné que dans ce projet de financement, la priorité reviendrait à la province de Benguela.

D’après Michel Kouakou, Benguela étant prioritaire, ces organisations doivent donc être suffisamment capables d’élaborer et de gérer des projets.

Parlant de l’évolution du VIH/Sida en Angola, le haut fonctionnaire onusien a dit que,  ces dernières années,  l’on n’enregistrait pas des grandes variations de nombre, et que le taux se maintenait jusqu’ici à 2%, soit environ 340.000 personnes séropositives, estimatives et projections de l’année écoulée (2019).

Pour l’année en cours (2020),  a-t-il poursuivi, les nombres ne seront connus qu’en mars 2021.

“Mon souci majeur actuellement est dû au nombre des personnes qui suivent le traitement contre le VIH/Sida (près de 100.000 porteurs), pour diverses raisons,  telles que le stigma et la discrimination, au sein même de la famille”, a-t-il souligné.

Le directeur onusien a précisé que de ce financement, le Gouvernement angolais assumait 70% du montant et le Fonds Global les 30 restants.

Malgré le contexte difficile que le pays vit, le Gouvernement angolais continue à honorer les engagements pris en cette matière, a-t-il affirmé.

Source :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/saude/fundo-global-projecta-disponibilizar-usd-82-milhoes-para-grandes-endemias/

Mis à jour le  :   

30/11/2020

Benguela - O Fundo Global vai disponibilizar USD 82 milhões para revitalizar projectos de combate à malária, VIH/Sida e tuberculose nas províncias de Benguela, Cuanza Sul, Bié e Cuando Cubango, de 01 de Julho de 2021 até 30 de Junho de 2024, informou sábado, o director da ONUSIDA em Angola, Michel Kouakou.

Falando à margem da cerimónia de encerramento de um ciclo formativo destinado a 16 organizações da sociedade civil afectas à área da saúde, Michel Kouakou disse que, neste projecto de financiamento, a prioridade será a província de Benguela, pelo que essas instituições devem estar suficientemente capacitadas para elaboração e gestão de projectos.

Em relação à prevalência do VIH em Angola, referiu que, nos últimos anos, não se notam grandes variações de números, mantendo-se até aqui a taxa de dois por cento, ou seja, cerca de 340 mil pessoas seropositivas, estimativas e projecções do ano transacto (2019), sendo que, para o presente ano, apenas em Março de 2021 serão conhecidos os números.

“A minha maior preocupação neste momento tem a ver com o número ainda reduzido de pessoas fazendo tratamento contra o VIH (cerca de 100 mil portadores), devido a diversos factores, como o estigma e a discriminação, mesmo no seio da família”, enfatizou.

Ainda assim, considerou boa notícia a cobertura do tratamento das mulheres grávidas portadoras do vírus que, de 41 por cento, em 2018, passou para 63 por cento este ano, sendo necessário manter essa dinâmica.

Sublinhou que o dinheiro deste financiamento é para o povo de Angola e destina-se a baixar, senão mesmo eliminar, as infecções, já que, cientificamente, seguindo à risca o tratamento, ninguém morre de VIH, sendo possível estabilizar o vírus a níveis tidos por convenientes.

Lembrou que, deste financiamento, o Governo angolano assume 70 por cento do valor, ao passo que o Fundo Global aparece com 30 outros, todavia, apesar do contexto difícil do país, o Executivo não conhece falhas nesta matéria, estando sempre a honrar o seu compromisso.

Por último, indicou não haver estudos sobre a relação do VIH/Sida e a Covid-19, mas a ONUSIDA tem feito advocacia no sentido de todos cumprirem com a medicação, ao mesmo tempo que devem fazer o teste contra a Covi-19, porque, em caso de infecção contra este último, o doente do VIH/Sida está mais imunizado desde que siga à risca o tratamento.

Condenando o estigma e a descriminação, disse que o mundo vai parar a 01 de Dezembro para reflectir sobre o tema da ONUSIDA em 2020, “Solidariedade global, responsabilidade compartilhada”, dada a importância que se deve ter da solidariedade tanto para o Covid-19, VIH/Sida ou outras epidemias e pandemias.

Por último, reconheceu que nos meses de Março/Abril, o país conheceu alguma dificuldade em termos de fornecimento de medicamentos do VIH/Sida, tendo em conta as vicissitudes impostas pelo então estado de emergência, mas, imediatamente, as autoridades sanitárias recorreram ao Zimbabwe e a situação ficou ultrapassada.

“Terá sido uma situação pontual, que provou que as encomendas de Setembro do ano passado não chegassem a tempo (antes de Abril/Maio), o que provou então uma rotura de stoks, oportunamente regularizada, alias, ninguém esperava que iríamos ser confinados e as fronteiras nacionais fossem encerradas”, frisou.

Relativamente ao ciclo de formação, explicou que esteve virado a questões de revitalização das organizações, nomeadamente no que toca à gestão de projectos e o ciclo de vida destes, tendo em conta as perspectivas que se abrem.

Indicou que, neste projecto de financiamento, a prioridade absoluta vai ser a província de Benguela, por isso as organizações da sociedade civil locais, como parceiras do Governo, devem estar suficientemente capacitadas para a elaboração e gestão de projectos.

Fonte :   

https://www.angop.ao/noticias/saude/fundo-global-projecta-disponibilizar-usd-82-milhoes-para-grandes-endemias/

Atualizado  :   

30/11/2020

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"Poemas de Angola"
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" Il n'est pas nécessaire de réussir pour entreprendre, ni d'entreprendre pour réussir "
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