Le nouveau code pénal est un symbole de souveraineté, déclare un gouvernant

Luanda - Le nouveau code pénal angolais (CPA), qui doit entrer en vigueur en février 2021, représente un "grand symbole" de souveraineté nationale, a déclaré mardi, à Luanda, le ministre de la Justice et des Droits de l'Homme, Francisco Queiróz.Selon le gouvernant, qui s'exprimait dans une interview à la Télévision publique d’Angola (TPA), le texte juridique a résulté d'un large débat et d'une préparation, pendant plus de 10 ans, auquel tout le monde a participé «directement ou indirectement».

Il a expliqué que sa publication dans le journal officiel (diário da República) le 11 novembre, date symbolique, représente un hommage à tous ceux qui ont conduit le pays à l'indépendance et ont fait de leur mieux pour libérer l'Angola.

Le nouveau texte, a-t-il indiqué, est conforme aux règles déjà inscrites dans la Constitution de la République d'Angola (CRA) et dans d'autres systèmes juridiques, étant est également conforme "aux plus modernes en termes de dogmatique pénale".

Contrairement au code d’Ulpien ou loi du Talion du passé, centré sur le principe de l’«œil pour œil, dent pour dent», les politiques criminelles se concentrent aujourd'hui sur la dignité de la personne humaine et le rétablissement, a-t-il dit.

Il a toutefois regretté qu'il y ait eu « interprétation erronée de certaines normes » et que « la lecture de certains crimes se fasse de manière isolée, sans tenir compte du contenu de la partie générale et des facteurs qui écartent la culpabilité et d'autres éléments ».

Le gouvernant a particularisé, à cet égard, l'article 333, ayant justifié que «l'inattention dans l'interprétation des règles n'aide pas», mais conduit à la confusion de la société tout entière.

Le ministre a souligné qu'il s'agissait d'une règle (article 333) qui n'est pas nouvelle, mais qui est déjà présente dans l'actuel Code pénal, insérée dans le chapitre sur les crimes contre l'honneur et la dignité des personnes.

"Ce n'est pas vrai que cela contraint le droit à la liberté d'expression. Elle est interprétée comme s'elle avait été mise expressément dans le nouveau code, pour empêcher les gens de critiquer", a-t-il déploré, ajoutant que cet article est vu comme une forme d'annulation du droit à la liberté d'expression, de son mauvais point de vue.

Selon le ministre, cette règle a une histoire de protection de l'honneur et de la dignité des personnes, dans la mesure où chacun a droit à une bonne réputation et à la dignité, avec une augmentation de la peine quand il s’agit du Président de la République.

«Nous devons être critiques, cela fait partie du devoir de citoyenneté, mais nous devons prendre en compte les règles, car il y a des limites», a-t-il souligné, avertissant cependant que la critique, lorsqu'elle est faite avec l'intention d'offenser ou de dénigrer, devient une calomnie.

Il a estimé qu'être un dessinateur avec un sens critique est un exercice "assez utile et civique", donc la caricature, en tant que forme de communication, "n'est pas interdite" en Angola.

Au contraire, a-t-il dit, c'est (la caricature) une forme d'expression artistique que chacun possède, mais il faut que cette forme de communication artistique ait une limite, ne dépassant pas celles de l'honneur et de la bonne réputation des gens.

Il a expliqué que le Président de la République a la protection comme l'un des symboles nationaux et de l'unité nationale et que ceux-ci, lorsqu'ils ne sont pas conservés comme symboles d'union, "deviennent un facteur de conflit".

Sa protection (du Chef de l’Etat) est un besoin de protection de la nation, non seulement pour des raisons juridiques, mais aussi pour des raisons psychologiques, a défendu le ministre.

Approuvé par l'Assemblée nationale, le 4 de ce mois, et promulgué par le Président de la République, sept jours plus tard, le nouveau CPA pourrait entrer en vigueur en février 2021.

Source :   

https://www.angop.ao/fr/noticias/politica/novo-codigo-penal-e-um-simbolo-de-soberania-diz-ministro/

Mis à jour le  :   

18/11/2020

Luanda – O Novo Código Penal Angolano (CPA), a entrar em vigor em Fevereiro de 2021, representa um "grande símbolo" de soberania nacional, declarou nesta terça-feira, em Luanda, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiróz.Conforme o governante, que falava em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), o diploma legal resultou de um amplo debate e preparação, durante mais de 10 anos, do qual todos participaram "directa ou indirectamente".

Explicou que a sua publicação em Diário da República a 11 de Novembro, data com forte simbolismo, representa uma homenagem a todos aqueles que conduziram o país à Independência e deram o máximo de si para libertar Angola.

O novo texto, explicou, conforma-se às regras já consagradas na Constituição da República de Angola (CRA) e noutros ordenamentos jurídicos, estando igualmente alinhado "com o que há de mais moderno em termos da dogmática criminal".

Contrariamente ao Código de Ulpiano ou Lei do Talião do antigamente, centrada no princípio do "olho por olho, dente por dente", hoje as políticas criminais têm no centro das atenções a dignidade da pessoa humana e a recuperação, disse.

Lamentou, entretanto, o facto de haver "má interpretação de algumas normas", sendo que "a leitura de certos crimes é feita de forma isolada, sem ter em conta o conteúdo da parte geral e os factores que afastam a culpa e outros elementos".

Particularizou, a propósito, o Artigo 333º, tendo fundamentado que a "desatenção na interpretação das normas não ajuda", mas leva à confusão de toda a sociedade.

O governante disse tratar-se de uma regra (Artigo 333º) que não é nova, mas que já está presente no actual Código Penal, inserido no capítulo dos crimes contra a honra e a dignidade das pessoas.

"Não é verdade que coarta o direito à liberdade de expressão. Está a ser interpretado como se tivesse sido colocado de propósito no novo Código, para impedir as pessoas de criticar", lamentou, acrescentando que este artigo tem sido visto como uma forma de anulação do direito à liberdade de expressão, do seu ponto de vista erradamente.

Segundo o ministro, esta norma tem um histórico de proteger a honra e a dignidade das pessoas, na medida em que todas têm direito ao bom nome e à dignidade, havendo um agravamento da pena quando se tratar do Presidente da República.

"Temos de ser críticos, faz parte do dever de cidadania, mas há que ter em conta as regras, porque existem limites", sublinhou, alertando, porém, que a crítica, quando feita com a intenção de ofender ou de denegrir, passa a ser calúnia.

Considerou que ser cartoonista com sentido crítico é um exercício "bastante útil e cívico", pelo que a caricatura, enquanto forma de comunicação, "não é proibida" em Angola.

Pelo contrário, disse, é (a caricatura) uma forma artística de expressão que cada um tem, mas é preciso que esta forma artística de comunicação tenha um limite, não extravasando os da honra e da boa reputação das pessoas.

Explicou que o Presidente da República tem protecção como um dos símbolos nacionais e de unidade nacional, sendo que estes, quando não preservados como símbolos de união, "passam a ser um factor de conflito".

A sua protecção (do Chede de Estado) é uma necessidade de protecção da nação, não só por questões de natureza jurídica, mas também por razões de ordem psicológica, defendeu o ministro.

Aprovado pela Assembleia Nacional, a 04 deste mês, e promulgado pelo Presidente da República, sete dias depois, o novo CPA deve entrar em vigor em Fevereiro de 2021.

Fonte :   

https://www.angop.ao/noticias/politica/novo-codigo-penal-e-um-simbolo-de-soberania-diz-ministro/

Atualizado  :   

18/11/2020

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" Il n'est pas nécessaire de réussir pour entreprendre, ni d'entreprendre pour réussir "
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